segunda-feira, 30 de novembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
Entrevista - Dr. Lidiane
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Resenha
( Propofol – G7)
Esta resenha trata de um tema que não é muito falado, mas que afeta o comércio da saúde. Trata-se do que ocorre por trás do mundo dos farmacêuticos e das pessoas que usam isso como meio de ganhar dinheiro. Para tratar desse assunto o grupo analisou varias fontes, visando passar o conhecimento e mostras o mundo o que muitas pessoas não imaginam que exista.
Visitamos vários sites, varias paginas da web como o Instituto brasileiro de vigilância sanitária (INBRAVISA), o Instituto nacional de vigilância sanitária (ANVISA) e também a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC).
A cada dia que passa, cresce ainda mais o numero de comercialização ilegal de remédios, o famoso “comércio negro”. Nos últimos meses a Policia Federal ( PF) e ANVISA realizaram uma operação, para coibir o comercio ilegal de medicamentos pela internet, eram remédios para emagrecer, de disfunção erétil e abortivos.Informação essas datas através da pagina da web da ANVISA.
O número de tráficos de remédios é tão grande que na pagina da web da PFDC, a PF prendeu uma organização criminosa especializada no trafico internacional de remédios ilegais para diabetes. Foram presas oito pessoas. Com base nessas informações, entendemos que o “comércio dos remédios”, que ao invés de salvar as pessoas que necessitam dos remédios para sua sobrevivência acabam sendo prejudicadas correndo o risco de perder suas vidas.
Segundo o Dr. Ney ( 2008, 08) através da ANVISA, ele afirma que :
“ Que os gastos dos laboratórios com os médicos são bilionários e, claro estes gastos são repassados para o preço dos medicamentos”
Então, os preços dos medicamentos iram aumentar, dificultados a comprar de muitas pessoas que não possuem renda e que dependem do governo pra obter o remédio.
De acordo com a página na web da Agencia de Noticias do estado do Paraná, o governo investiu cerca de 28 milhões para a saúde. A maior parte for destinada a compra de medicamentos para o atendimento dos pacientes cadastrados nos programas do ministério da saúde e da secretaria da saúde.
Com base nos estudos apresentados nos entendemos que por traz do “ comércio dos remédios” existe pessoas de má fé que aproveitam da necessidade das pessoas para burlar a lei, vendendo remédios que necessitam de exame clínico detalhado antes de serem receitados, afetando a saúde de que ingere.
sábado, 21 de novembro de 2009
Extraído de: Justilex - 13 de Agosto de 2009
A vertente informal do milionário mercado da saúde une falsificadores, ladrões de carga de medicamentos e corruptores de funcionários de hospitais públicos em torno de um objetivo comum: conseguir lucro fácil a qualquer custo. Para garantir o sucesso, fraudadores montam uma intrincada rede de empresas, a maioria de fachada e em nomes delaranjas, para dificultar as ações de repressão e facilitar a lavagem de dinheiro. Na quinta reportagem da série Cura Falsificada, o Correio/Estado de Minas mostra que, antes de chegar às mãos do consumidor, caixas de remédios percorrem um longo caminho até ganhar uma aparência legal, tanto os falsificados como os roubados. Apenas em um ano e meio, a Anvisa notificou o roubo de 80.330 medicamentos.
Quem observa o comerciante Jorge Otto Quaresma entre lâmpadas, acessórios para pipas, baldes e cestas em sua loja no segundo andar do Mercadão de Madureira, no subúrbio do Rio de Janeiro, dificilmente imagina que do outro lado do balcão está um homem que vende, além de bugigangas, remédio para tratamento de leucemia. Mas os produtos que oferece na área de saúde não podem ser colocados na vitrine, por um motivo simples: são falsificados. O esquema de Otto, que já tem em sua ficha criminal um indiciamento por receptação de cargas de remédio roubados, foi descoberto depois que farmacêuticos do Hospital São Lucas, da PUC do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, desconfiaram das 10 caixas de Glivec 400mg vendidas ao centro médico pela distribuidora gaúcha Multifarma, há cerca de um ano e meio.
As embalagens não tinham lacre de segurança e os comprimidos receitados para câncer - mais especificamente ao tratamento da leucemia - apresentavam tonalidade diferente da usual. O dono da Multifarma, o gaúcho Cláudio Vieira da Silva, de 34 anos, que também havia sido preso por receptação de remédios roubados, apressou-se em explicar a origem do medicamento: as caixas tinham sido compradas do carioca Jorge Otto, a quem conhecia como "o cara que trabalhava com Glivec". No mercado da morte, esse é um posto "respeitável", afinal, duas caixinhas simples, com trinta comprimidos do medicamento, cada, custam o mesmo que um carro popular (R$ 22,8 mil). Para comprovar a origem do remédio, Cláudio telefonou para sua fonte na frente dos representantes do hospital São Lucas. A ligação para o Rio foi colocada no viva-voz, e Otto jurou ter adquirido o produto da própria fabricante, o laboratório Novartis.
Mas, chamado a depor na Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Otto admitiu a farsa. Disse ter comprado as caixas, alguns meses antes, das mãos de um representante da Armazém Central de Medicamentos Ltda., empresa de Santos, no interior paulista. O comerciante contou ainda que, antes de serem enviados ao Sul, os remédios foram repassados ao empresário carioca Miguel Ângelo dos Santos Jacob, dono da distribuidora Nova Vitória. Ele teria enviado os produtos à distribuidora gaúcha, por R$ 4 mil, cada. O valor é equivalente a apenas 34% do preço de tabela do remédio (R$ 11,4 mil).
A situação de Otto e Jacob se complicou quando a polícia descobriu que, além do Hospital São Lucas, a distribuidora carioca Onconeo também recebeu da dupla caixas de Glivec falsificado. O laboratório Novartis denunciou que a Onconeo encaminhou os remédios sem efeito a uma distribuidora de medicamentos do Espírito Santo e a um paciente de Eunápolis (BA). Chamado a depor, o dono da empresa, Carlos Fernando Ferreira de Oliveira, disse que comprou os remédios da Nova Vitória. Até 2008, um dos sócios da Onconeo era ninguém menos que Miguel Jacob.
A Polícia Federal acredita que Otto, na verdade, é testa de ferro de Jacob, que atua no ramo de distribuição de medicamentos há quase 20 anos. O dono da loja no Mercadão de Madureira admitiu ter forjado a venda de remédios à empresa do "amigo", por meio da emissão de notas fiscais frias, "para que o mesmo acertasse sua contabilidade", conforme disse em depoimento. Para isso, ele usava o nome da empresa distribuidora de medicamentos que mantinha em seu nome, a Ciblay-Rio Distribuidora de Produtos Hospitalares. As notas são datadas de 2006 e 2007, mas Otto jura que a firma foi fechada em 2005. Outra prova da cumplicidade entre a dupla seria o depósito feito por Jacob de R$ 10 mil na conta bancária do "amigo", em fevereiro de 2007. A explicação de Otto para a transferência é, no mínimo, curiosa: segundo ele, trata-se de um empréstimo para a compra de linha de pipa.
Caso de polícia
O envolvimento da dupla com a venda de Glivec é antigo, segundo documentos apreendidos pela polícia. Uma nota fiscal da Ciblay-Rio redigida por Jorge Otto em 2006 registra a venda de seis caixas do medicamento à Nova Vitória Comércio de Produtos Hospitalares, empresa de Jacob, mais de um ano antes das vendas ao hospital do Rio Grande do Sul e à distribuidora carioca. Perguntada sobre a ocorrência de possíveis vítimas do uso do remédio falsificado, a assessoria do hospital gaúcho informou que não comentaria o episódio, sob a alegação de que todas as providências já teriam sido adotadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em depoimento à polícia, Miguel Jacob admitiu ter vendido o medicamento a outras distribuidoras em outras ocasiões, mas negou que fossem falsificados.
No fim do ano passado, o procurador Eduardo André Lopes Pinto, do Ministério Público Federal, informou em ofício estar convencido do envolvimento de Jacob e Otto no crime, mas pediu declínio da competência do MPF no processo, por entender que o episódio deveria correr na Justiça estadual, pelo fato de o estado do Rio de Janeiro ter sido lesado pela quadrilha. A juíza federal Rosália Monteiro Figueira, da 1ª Vara Federal Criminal, atendeu à solicitação e determinou o envio dos autos ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O processo corre em segredo de Justiça.
Procurado no Mercadão de Madureira, Jorge Otto disse não ter qualquer envolvimento com o roubo de cargas de medicamentos, nem com a distribuição de produtos falsificados. Ele repetiu a informação de que sua empresa, a Ciblay-Rio não funciona mais, e que sua vida agora se resume a cuidar da loja no mercadão. Ele garante não ter nada a ver com a venda de Glivec falsificado e disse até mesmo que poderia ter sido vítima desse tipo de medicamento. "O cara que faz isso (falsifica um remédio para câncer) devia morrer. Ele mesmo injetar o remédio no próprio corpo e morrer", atacou.
Fonte: Correio Braziliense
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1689886/a-rede-milionaria-do-trafico-de-remedios 30-10-09
sábado, 14 de novembro de 2009
Venda de Remédios sem receita
Médicos são flagrados vendendo receitas de medicamentos controlados
Receitas foram encaminhadas à Vigilância Sanitária.
Conselho de medicina também vai apurar o caso.
Do G1, com informações do Jornal Hoje
O "Jornal Hoje" conseguiu, com facilidade, ter acesso a remédios de tarja preta para emagrecer, calmantes e até antidepressivos. O comércio ilegal, flagrado com câmeras escondidas, acontece dentro de clínicas particulares e em hospitais públicos de Minas Gerais.
O esquema ilegal de venda de receitas de medicamentos controlados começa no balcão de atendimento de uma clínica particular, no interior do estado.
Quem prepara a receita é um médico, clínico geral especializado em medicina do trabalho. Ele também atende em um hospital público da cidade de Nepomuceno (MG). "Acredito que alguém deve ter utilizado de má-fé e pedido uma receita pra mim, no nome de outra pessoa", disse o médico. Ele afirmou ainda que não lembra de cobrar pela receita. "Eu atendo muita gente no meu consultório", argumentou.
Por telefone, a equipe fez outra encomenda, de calmantes. A ligação foi feita para um hospital, em Conceição do Rio Verde (MG). Na unidade de saúde, dias depois, quem negocia o valor da receita é uma atendente, que afirma que tem que obter a assinatura do médico. Duas receitas saem por R$ 10. "O cara vai lá, dá o nome na portaria e eu faço. Paciente meu. Pode ser que na hora eu confundi com paciente meu", disse o médico.
O diretor técnico do hospital admite a irregularidade. "Por uma questão humanitária, somos obrigados a fornecer medicamentos para essas pessoas, mas não com a intenção de vender. Isso aqui é preço simbólico para pagar o talonário", disse ele.
A venda de medicamentos controlados é regulada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O uso desses remédios sem supervisão médica pode causar sérios danos à saúde e até levar à morte. De acordo com o cardiologista Flávio Pazzuto, entre os sintomas estão convulsões, epilepsias, alterações gastrointestinhas, irritabilidade e arritmia cardíaca.
As receitas compradas foram encaminhadas à Vigilância Sanitária de Minas Gerais, que vai investigar a denúncia. "Nós podemos bloquear o acesso ao talonário e as numerações de receita do profissional ou da instituição", afirmou o farmacêutico Paulo Pazzotti, da Vigilância Sanitária de Minas Gerais.
O Conselho Regional de Medicina vai abrir sindicância contra os médicos. "Um dos artigos do código de ética fala que o médico nunca deve receitar sem examinar o paciente. Então, só de pegar a receita sem ser examinado, já é um crime grave", disse o delegado do conselho, Luiz Henrique de Souza Pinto.
